Keep on coding in the free world
Na Soyuz buscamos usar software livre. Não por uma questão politica, mas por uma questão econômica. Software livre, ou simplesmente gratuito (não necessariamente sinônimos, vide http://www.fsf.org/about/what-is-free-software), sempre é uma opção mais inteligente. Não quero dizer com isto que não usamos Windows ou Mac. Pelo contrário. Windows é nosso sistema operacional padrão, por motivos óbvios: precisamos estar conectados com a realidade das pessoas que usam a web.
Mas, posso dizer com toda a experiência desses quase 20 anos de desenvolvimento (desde o Basic no Apple II e MSX, revelando a idade…) : para desenvolver para qualquer linguagem decente, não é preciso gastar nenhum centavo.
Por exemplo: aqui, há muito tempo, o editor de código padrão é o Active State Komodo Edit. O espetacular nesta ferramenta está na correção de código em tempo real. Você vai fazendo uma burrada e de repente um traço vermelho, como do Word, aparece pra você. Fantástico. Poupa horas de debug. O auto-completar em tempo real também é incrível. A única desvantagem da ferramenta é que demora um pouco pra carregar, já que é baseada no framework do Firefox. Já usamos, por muito tempo o Notepad++, que também é ótimo por ser extremamente enxuto. Mas as vantagens práticas do Komodo são imbatíveis.
Sendo assim, as ferramentas básicas de desenvolvimento na Soyuz são: Wamp Server, que instala o PHP, Apache e MySql com uma configuração realista; o Komodo, já cantado em verso e prosa por toda sua beleza; e o GIT; sistema de controle de versão apoiado por Linus Torvalds que diverte do netinho ao vovô. De resto, todos os browsers relevantes são gratuitos. No Firefox não pode faltar o Firebug. E, se precisar de uma máquina virtual para testar o nefasto Internet Explorer 6, usamos o Virtual Box, quase milagroso de tão eficiente. Para os desenvolvimentos esporádicos, Ruby, Python, Lua e Codeblocks para C++. Para Android e Java, o pesado Eclipse. Finalizando, quando se trata de visualização de dados, o Processing é a plataforma, sem discussão. Saldo total: nenhum tostão gasto. Até para desenvolver em .Net a Microsoft disponibiliza o Visual Studio Express para download.
Indo mais longe: se você tem uma máquina mais velha, que tal ressuscitá-la e deixá-la novinha e pronta para o desenvolvimento? É o que fiz nesta máquina que estou usando agora. É um laptop HP Pavilion ze2000 de 2006, com 1G de memória. É um Sempron. Estava largado, o coitado. Com Windows, mal dava pra abrir dois programas, já abria o bico. Então, meus amigos, Ubuntu nela! E o milagre acontece! Uma maquina nova, com tudo que um desenvolvedor precisa. A diferença é que, rodando Firefox 3, Firefox 4, Chrome e Opera – todos ao mesmo tempo – não fez nem cocegas. Saldo utilizado: 30% de RAM, 15% de CPU. Para codificar, uso o VI, que assusta um pouco mas não morde e é tido por muitos como o melhor editor de código que existe. Não sei se é o melhor, mas quebra um baita galho. De resto tudo é fácil de instalar. Quer a receita do bolo? Ai vai:
- Baixe a ultima versão do Ubuntu Desktop e instale normalmente;
- Instale o LAMP, ou seja, Apache, MySQL e PHP:
sudo apt-get install lamp-server^
Não esqueça do ^ no final, que indica a instalação de um pacote de aplicativos
E pronto! Para complementar, se você não tem muita intimidade com o APT, pode ir no gerenciador de pacotes Synapitic e instalar outros browsers e ferramentas. Lembrando que o Linux é uma das melhores plataformas pra desenvolver em Rails e outros MVCs como Django ou web2py, além ser uma simulação muito realista do que vai acontecer no servidor do seu host.






Clécio, para utilizar melhor o VI ou VIM é previso instalar alguns “pluginszinho”. Vou deixar a dica de dois posts do Fábio Akita sobre VIM e o repositório do .vimrc que ele usa:
http://akitaonrails.com/2009/01/03/rails-on-vim
http://akitaonrails.com/2010/07/19/screencast-comecando-com-vim
https://github.com/akitaonrails/vimfiles
Valeu! O VI merece um post só pra ele! Depois a gente providencia isto! Abraço!